domingo, 27 de fevereiro de 2011

comboios

"o comboio não pára, nós entramos e saimos". Assim vamos de um lado para o outro entre as cidades e os lugares. O mesmo com as pessoas. Nos bancos onde nos sentamos vamos encontrando companheiros, rostos. Alguns passam apenas pelo corredor, deteêm-se por um momento e falamos com eles, outros vemos apenas pelas janelas. Quanto aqules que se sentam ao nosso lado ou à nossa frente desenvolvemos outro tipo de afinidades. Conversamos, rimos e choramos, observamos juntos as paisagens e vivemos momentos. Partilhamos o meu frango do farnel, o teu pão e o vinho ou a água dele. Assim, vamos juntos até à proxima paragem. Depois um levanta-e e diz "é a minha estação". Despedimo-nos e seguimos caminho. Numa destas estações é também a nossa vez.
E o comboio continua indiferente. Entretanto há mais uma paragem e uma nova troca de assentos.

sábado, 6 de novembro de 2010

FIRENZE


O álbum das coisas minhas e das penas do Dédalo continua a ser preenchido.

Os voos levaram-nos até uma das grandes capitais da arte europeia. A bela e mística Firenze ou Florença.



Dos vários locias onde pousou, Dédalo conseguiu captar alguns momentos e sensações. As fotos, aqui trabalhadas representam mais uma vez o crepúsculo.Vês e sentes a cidade e as suas gentes, casas, ruas, catedrais no seu crepúsculo. Depois destes panoramas, Dédalo, deixou um pouco as asas e baixou à cidade. Atravessou o bairro dos artesãos e a famosa ponte Vecchio. A ponte conduziu até à Galleria degli Uffizi Firenze onde se encontrou com Galileu, Leonardo da Vinci e até Maquiavel. No encontro, com estes senhores feitos pedra, uma musica atraiu-o e chamou-o para o coração da cidade. Piazza della Signoria aguardava para um encontro com Neptuno, David e outras mitologias.
A noite acabou por chegar, as sombras cresceram, as personagens iluminaram-se e caminharam pelas ruas para o banquete dos eternos. Correu o Cianti, namorou-se com a lua e Dédalo adormeceu embalado no topo da Campanile di Giotto.








segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Marca Hispanica: Charme Francês I















Marca hispanica: E a França Fomos

Quando Carlos Magno conquistou esta região, no ido e obscuro século VIII (mais século menos século) chamou a esta região que engloba os Pirinéus de marca hispânica. Marca significava na altura região de fronteira, e era isso que os Pirineus eram: a fronteira entre o império carolíngio e os infiéis árabes que ocupavam agora, quase toda a península. A marca hispânica estava por isso pejada de fortalezas e castelos, e com o passar dos séculos com formação dos outros reinos ibéricos, até finalmente à formação da moderna Espanha continuou a ser uma região de fronteira. Castelos, fortes, vilas fortificadas abundam tanto deste lado como do outro e são uma presença constante desde o mar até ao mais alto dos cumes e escondido dos vales, guerras constantes até ao século XIX dividiram a marca que apesar de tudo tem os restos de uma identidade comum…
Bom, mais um dia de sol, a promessa de ir a França estava feita há muito, no entanto, saímos apenas com destino a Portbou, a ultima praia da Catalunha Espanhola ( a França também tem a sua Catalunha)… A tarde estava magnifica, uns 20º estavam marcados e lá fomos nós pelas estradas costeiras entre curvas e contra curvas até finalmente chegarmos a Portbou. De longe parece um postal, encravado no meio de altas montanhas a cidade desce até tocar no mar.
Decidimos seguir, e entrar em França. Foi assim de repente, não existia uma linha, apenas a placa com a bandeira da U.E. e no meio escrito França (em Francês e Catalão). Ao inicio a estrada continuava a beira mar e serpenteava pelas colinas seguindo as linhas de relevo. Olhámos o mapa e elegemos a cidade de Collioure como destino (o nome era interessante, a distância razoável e era a ultima de uma serie de povoados encravados entre os pirineus costeiros e o mar.
Uma cidade que já foi duas, dois castelos e um forte. Muitas ruas estreitas, um porto de pescadores, 3 praias e uma igreja deitada na água… sim muito curioso. E sim sem duvida, muito francês. A vila transpirava charme, e estava cheia de gente. Domingueiros passeavam pelas ruas, e os cafés e bares estavam cheios. Um contraste interessante tendo em conta que do lado espanhol não se via vivalma e tudo estava fechado. E lá fomos nos à descoberta. Caminhámos ao entardecer, o sol punha-se, mas ainda dava para tirar alguns postais com a câmara digital. E claro deu a fome… encontramos um restaurante ao pé da igreja, e obviamente petiscamos alguma coisa da suposta gastronomia acompanhamos com um vinho da região: delicioso, doce e leve… E leves saímos para caminhar mais um pouco antes de regressarmos. O entardecer esvaziou a vila e encheu-a de magia, as luzes laranjas, o som do mar e o do silencio dos homens e das suas construções acompanhou-nos e levou-nos por fim, de volta ao carro. Era tempo de regressar ao outro lado da Marca.

Caminhos de celtiberos

Estava sol e fazia frio. Um daqueles dias típicos dos Invernos mediterrânicos.

Saímos de casa e fizemo-nos à estrada. Destino, praia de “La Fosca”. Aparentemente havia um caminho pedestre mesmo à beira mar, que nos levava por calas e praias desertas até umas ruínas de um povoado ibérico, habitado pelos nossos antepassados celtiberos.
O povoado estava praticamente deserto, alguns pedestres e ciclistas, e não muito mais. Ouviam-se os pássaros, as rolas e o vento nas arvores e sebes, e via-se aqui e ali um ou outro gato…preto. Os apartamentos, casas de férias, como de costume desertos. É a sina das estâncias balneares no inverno, 6 meses de bulício e outros seis de suplício deserto.
O caminho rapidamente nos levou para longe da praia deserta, e pelas falésias cheias de pinheiros mansos e carvalhos (sim é estranho, mas o mediterrâneo aqui é um lago) alcançamos uma primeira baia. Uma pequena aldeia de pescadores que só é usada no verão, marcava a sua presença. Pequenas barracas coloridas de pedra com varandas, numa única rua viradas para o mar, numa praia de pedras. O aglomerado estava deserto, mas com o sol o branco das casas resplandecia e os pequenos pátios convidavam a parar e a apreciar a paz e a quietude. Uma vila encantada dizia-se…


O caminho, contudo, continuava e rapidamente nos conduziu até uma outra baia. Uma praia com um grande areal, um mar azul tranquilo espelhava-se diante de nós. A meio da praia um ribeiro adormecia e entregava-se ao mar… mas caprichosamente apenas na maré alta. Graças a isso, quando olhávamos para o interior observavam-se os primeiros caniçais, e mais adiante um pequeno paul. O caminho levava-nos para fora da praia e conduzia a um monte. Nesse monte a coroa-lo estavam as ruínas. Os nossos antepassados escolheram bem o sítio. O monte é nada mais nada menos que uma pequena península, cujo istmo está a 70 metros de altura e despenha-se em duas pequenas “calas” (uma a norte e outra a sul), assim o único ponto de acesso é pela quase ponte, bom para a defesa. A proximidade do paul e de um ribeiro fornecia agua, peixe e terra… inteligentes os tipos.
A partir daqui, o caminho continuava sempre ao lado do mar, agora subíamos e descíamos colinas que se despenhavam no mar e formavam as calas (praias minúsculas), sempre acompanhados pelos pinheiros e carvalhos. O mar azul e calmo ouvia-se mais no topo do que lá em baixo, uma nuvem tapou o sol e reparámos que as sombras estavam mais longas, era tempo de regressar. O caminho continuava, adivinhamos que até quase França e a França fomos…

domingo, 27 de setembro de 2009

Histórias sobre poder


A proposito dos tempos de eleições em que vivemos, eis duas pequenas histórias que encontrei e achei muito interessantes.

Os macacos e as bolotas!

Um tratador de macacos diz aos seus macacos, quando vai dar-lhes de comer:
- Dar-vos-ei três bolotas de manhã e quatro à tarde. Que achais?
Todos os macacos, altamente irritados, protestaram.
- Muito bem - disse o tratador. - Então dar-vos-ei quatro bolotas de manhã e três à tarde. Que achais?
Todos os macacos se declararam encantados.

Salomão e a andorinha

No palácio de Salomão, uma andorinha macho apertava com força uma andorinha fêmea, que se recusava vigorosamente.
O macho exclama:
- Mas como como podes recusar-te a mim? não sabes que, se eu quisesse, podia destruir a a alta cúpula deste templo? Abatê-la sobre o próprio Salomão?
Salomão que compreendia a linguagem das aves, chamou o macho e perguntou-lhe com alguma severidade:
- Como foste capaz de dizer tamanha idiotice? Porquê? O que te levou a isso?
- Não se deve levar a sério as palavras dos apaixonados- respondeu a ave.
- Tens razão - disse Salomão com um sorriso.
E deixou-a levantar voo.


sábado, 27 de junho de 2009

Passeios ao crepúsculo: cañas e tapas na provincia

Bessalú... o postal e Santa Pau... a decadente...

Quando no mapa de Girona encontrei a indicação de Bessalu como sitio interessante, tanto eu como o Daniel ficámos com uma grande vontade de nos deslocarmos até esse ponto no mapa. E assim o fiz... Num dos passeios de fim de tarde, abalei de Girona acompanhado pela Rita, a caminho de Bessalu. Ao sairmos da cidade somos envolvidos por uma daquelas tempestades de Trovoada e chuva forte que duram meia hora, ou duas, ou três...
Mas graças à chuva, o ar das montanhas baixas estava limpo e fresco e a estrada bem molhada. Já íamos fascinados pelas montanhas que se desenhavam à nossa frente, quando depois de uma curva nos deparamos com uma gigantesca ponte medieval que conduzia à porta de uma vila. Era Bessalu que se mostrava através de um postal.
Aparquei à entrada da vila e depois de passarmos um pequeno posto de turismo a paisagem abriu-se e demos com uma ponte do séc. IX, que nos levava ao coração de uma vila que parecia ter saído dos livros. Entre as minhas fotos e os gritos de excitação da Rita (que parecia uma criança), conseguimos atravessar a ponte e chegar ao coração da vila. Um labirinto de casas de pedra, ruas estreitas e sinuosas que nos conduziram para cima e para baixo, e depois até à plaza mayor da vila... saímos da vila já de noite com uma grande vontade de voltar...
Não esperei muito... voltei no dia a seguir com o Daniel, desta feita não com o objectivo de percorrer a vila mas sim de beber uma caña e de tapear qualquer coisa, já que a vila de Santa Pau nos tinha aberto o apetite.
Santa Pau foi uma daquelas coisas que surgiu diante de nós sem a esperarmos... fiquei completamente doido pela pequena e decadente vila. Povoação antiga, construída à volta de um castelo, que imponente domina a vila, mas que está abandonado e completamente decrépito. À volta deste, contudo, distribuem-se uma dúzia de ruas, empoleiradas no monte que constitui a vila velha. Edificos de velhas janelas e arcadas de pedra onde encontramos pequenos cafés e restaurantes e ainda lojas que vendem artigos de produção local, como o licor de canábis ou absinto vermelho... ou as vitrinas da mercearia que de um lado exibiam as nozes e fruta e hortaliças, e no outro o sonazol e o ajax e o anti-calcário e o WC pato, :) Atravessando uma ponte de madeira (construída já neste século) chegamos à vila nova... onde o melhor são sem dúvida os miradouros sobre a cidade velha e o tasco onde bebemos a caña e picámos uns pedaços de queijo, chourição e azeitonas verdes. Não sei explicar, mas o vilarejo era realmente charmoso (como diz o Daniel).
A noite apanhou-nos, então em Bessalu onde o Daniel, o André e eu, acabámos por jantar numa esplanada encravada nos patamares de uma escadaria que conduzia ao rio...
Em Girona entretanto, a noite começava... e era tempo de nos fazermos à estrada para irmos até à noite da minha nova cidade.

Os passeios ao crepusculo

Passeios ao crepúsculo...
Vá-se lá saber porquê a melhor hora para se passear e conhecer esta região é ao fim de tarde. A razão é simples: de folga ou em dia de trabalho os fins de tarde, são a única hora em que, de facto, consigo organizar-me para me fazer à estrada e ir conhecendo a província de Girona.
A hora é sem duvida fantástica, porque não só os locais já estão livres de turistas, como se conseguem tirar umas fotos bem jeitosas aproveitando a luz do pôr do sol. E bom à mais uma razão... só conheces bem um local depois de te sentares numa esplanada, na plaza mayor e tomares uma caña com umas tapas.
Nos últimos dias tenho, então, aproveitado para me deslocar para o interior. O interior da província, é composto por montanhas, vales e pequenas planícies, é pois um preludio dos Pirenéus.
Pelo meio das florestas e campos encontram-se algumas vilas muito interessantes que parecem ter parado algures entre o século IX e o XIV. Pequenas povoações românicas, de ruas estreitas e sinuosas e com pequenas praças rodeadas de arcadas repletas de esplanadas e pequenas lojas.
A não perder as vilas de Bessalú e de Santa Pau. Em breve coloco as fotografias destes postais...

domingo, 7 de junho de 2009

À descoberta da Costa Brava I

31/5/09

Foi Domingo e embora fosse dia de trabalho, às três estávamos livres. Vai daí o Paulo e o Daniel fazem-se à estrada em direcção a S. Feliu pra ir tomar café a casa da Diana e quem sabe um pouco à praia já que em Girona o calor sufocava.

Eis-nos chegados à praia, quase à hora do lanche, mas que ainda era de almoço em casa da Diana, e por essa razão acabámos por voltar a almoçar – era impossível dizer não ao assado que um dos colegas de casa da Diana tinha feito. O melhor foi mesmo o acompanhamento – arroz :P. Após o segundo almoço, fomos então à praia… mas parecia que o tempo não ajudava e embora a paisagem diante de nós fosse um postal, já se sabe como detesto sítios de massas. Felizmente, não sou o único e daí o Fred mexer na malta pra irmos fazer um pouco de escalada ao fim da tarde!

E lá fomos nós, fizemo-nos novamente à estrada e depois de alguns km eis-nos numa paisagem deslumbrantemente mediterrânica. Algumas escarpas a elevarem-se de uma floresta de carvalhos e pinheiros mansos, onde aqui e ali encontrávamos arbustos de louro e vestígios de pequenos mamíferos (raposas, coelhos…).

Foi pois entre os queixumes da Diana que chegamos a uma parede muito interessante, o Fred saca do material para ir abrir a via, eu visto o arnês pra fazer a segurança… mas eis que falta o magnésio e as mãos estão suadas.
E lá vai o Paulo a tentar abrir a via (consta é que foi a primeira vez que subi numa parece natural :P). Altura por altura, o que são meia dúzia de metros comparados com os 11 mil a que habitualmente voamos?
Pois lá está, diferença abismal. Cheguei a meio esgotado, descemos, subimos e acabamos por ter de vir embora, porque entretanto começou a trovejar.
Ainda assim foi um Domingo fenomenal, que nos deixou com vontade de escalar mais e descobrir melhor a Costa Brava. O que entretanto começámos a fazer.

Mais uma semana, mais penas e uma península atravessada de carro

30-5-09

Após a mudança e com três dias de folga foi tempo de fazer uma visita relâmpago a Portugal para ir buscar o kiwi e traze-lo são e salvo para Girona. O meu pai decidiu acompanhar-me nesta aventura, e em boa hora o fez… atravessar Espanha não é impossível, mas também não é fácil, e a companhia de um pai é sempre bem vinda nos tempos que correm.
Depois de 14 horas de viagem, muitas discussões e também muitas risadas, chegamos sãos e salvos a Girona. Muito graças ao GPS que o Avô Asdrúbal fez… um belo mapa fotocopiado com o itinerário traçado a marcador bem vermelho!

Depois de uma breve hora de sono era tempo de levar o pai ao aeroporto para ele apanhar o voo de volta a Portugal. O resto do dia foi passado a vegetar e a arrumar as tralhas que carreguei no kiwi. Finalmente de rastos às nove arrastei-me para a cama, porque no dia seguinte havia que levantar às 0330, porque o trabalho começava às 04.45 no aeroporto. Granada e Liverpool...

Quando finalmente aterramos em Girona (era por volta do meio dia) pensei que como ainda tinha um dia pela frente conseguiria fazer muitas coisas… enganei-me… nem consegui tirar a farda tal era a pedrada de sono!

E assim, se iniciou uma longa semana de earlies a levantar todos os dias às 0400.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

A vida em Girona prossegue, mas sem net! Em breve espero ter net em casa para poder acompanhar isto um pouco melhor!!!

A costa brava e as praias... cantos




sábado, 23 de maio de 2009

A busca pelo piso

Ontem e hoje estive de folga!
E por isso os dois dias foram reservados à busca de casa. Como o Daniel tem a mesma escala que eu, também teve folga e dedicámo nos à ardua tarefa de "buscar piso". Foram dois longos dias, entre imobiliárias a ver apartamentos, a fazer contas... enfim um caos.
Pelo meio ainda conseguimos um tempo para ir visitar a catedral de Girona... FANTÁSTICO o bairro velho e a catedral. Ruas estreitas, sinuosas com edifícios do séculos IX a XX, é de facto muito interessante, mas só consegui ter uma pequena ideia, até porque depois com um pouco mais de tempo conto conhecer melhor o labirinto e a catedral!
Depois da janta em casa com o Fred, a Diana e o Daniel, fuimos de copas! Os colegas foram-nos mostrar a noite de Girona...
Hoje de manhã de volta à luta... eu e o Daniel já de trombas, fartos de andar... e sem casa. Finalmente, a luz ao fim do túnel... encontrámos um apartamento muito interessante, junto ao parque de la defesa, muito perto do centro e ainda mais perto da zona das copas!!! eh eh FESTA CASA!!! E Segunda lá vai o Paulinho assinar o contrato de arrendamento do seu primero Piso en Girona!!!
Entretanto, amanhã de volta ao trabalho, mas agora com a certeza de que segunda já tenho o meu pouso!!!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Os primeiros voos

E lá foi. Terça e quarta comecei a voar nos voos de estágio ou "Super Numerary".

A terça foi um dia longo tivemos que nos levantar às 07.30 para apanhar o autocarro para o aeroporto, porque tínhamos a "base visit" às 10.00. Visitámos a base, fizemos os "IDs" (provisórios) e conhecemos alguns colegas. Depois só tivemos o primeiro voo às 15.30 e aterramos à 11.35. Estava completamente rebentado quando terminámos, e o mais chato foi termos de esperar até às 00.30 pelo autocarro para Girona! Resumindo cheguei a casa à 01.15, porque da estação à casa onde estou são quase 20 min. a pé.
A quarta foi mais pacifica. Voámos até pescara e depois até Sevilha. O chefe de cabine era muito acessível - o Pau - um catalão impecável - prachou me a bordo, desde me mandar fazer o serviço a uma fila que não existe, a por-me açúcar no jump seat (que caiu todo em cima de mim na descolagem), até trocar a ordem das palavras da safety demo (trocava a esquerda com a direita, mudava os nomes... ) uma comédia. Mas o melhor foi mesmo no voo Girona-Sevilha ter ido no flight deck . FOI FENOMENAL, não consigo explicar por palavras a sensação! Finalmente, de volta a Girona, foi tempo da avaliação dos voos de estágio (tive MTO BOM :) ) e aguentar me nas canelas até chegar a casa... Desta vez conseguimos uma boleia de um colega, daí que cheguei à meia noite.

Concluindo, foram dois dias de muito trabalho e muito intensos onde deu para aprender bastante, mas também para nos irmos ambientando a este novo estilo de vida.

Mais duas penas!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

E cá está Girona, cidade antiga e plantada entre o mar e as montanhas.

A viagem para cá foi mui tranquila, e depois da azafama da aterragem e o recolher as bagagens foi descobrir que o aeroporto é minúsculo. Na realidade, mesmo muito pequeno e praticamente só a Ryanair é que opera aqui, diz que tem onze balcões de check in... mas, aparentemente, só funcionam cinco.

Felizmente, tive a sorte de ter alguém à espera no aeroporto que me trouxe para a cidade (Girona é a 15 km do aeroporto), o Fred. Um contacto que veio da Diana uma antiga colega de curso de Leiria, mas que só o vim a saber, depois de me terem dado o contacto dela :) (há coincidências mui catitas ;)) . Mais curioso ainda, foi o facto de a Diana (que só hoje conheci) vir a operar o voo que me trouxe para Girona - ela era a chefe de cabine. É em casa do Fred e de mais umas colegas que vou ficar esta noite e provavelmente na próxima. Depois é outra história...

Quanto a Girona ainda não deu para ver muito, apesar de à primeira vista parecer muito interessante e acolhedora. A busca de casa já começou e parece que se vai prolongar... há oferta, mas se há crise imobiliária, não se nota... pelo menos no lado de quem procura casa... Um T2 pode variar entre os 600€ e os 900€ por mês...

Amanhã de manhã temos a visita à base e depois à tarde iniciam-se os voos... amanhã vou buscar penas a Pescara e a Madrid.

:)
E Dédalo chegou a terra...

domingo, 17 de maio de 2009

Dédalo e o Filho

E porquê as histórias de Dédalo?

Bom reza a história que o senhor era um génio e que queria voar mais alto...

Queria voar mais alto, porque construiu um labirinto e ficou preso lá dentro com o filho (o Ícaro - lembram-se desse programa de TV?) por isso fez umas asas de cera de abelha e penas de gaivotas. Antes de levantar e partirem para a liberdade avisou o filho para não voar nem muito perto da água nem muito alto em direcção ao sol, pois as asas poderiam derreter.

Filho que é filho nem sempre dá ouvidos ao pai e por isso o rapaz mal se achou livre voou em direcção ao sol... Resultado as asas derreteram e o rapaz caiu ao mar...

O pai um pouco mais esperto continuou a voar até à segurança do continente...

Mas como a Dédalo ninguém o parava continuou a voar e a viajar... plo menos é assim que eu conto!